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Qual o impacto dos pensamentos na nossa vida?

Assim como nós não somos a concepção que os outros tem de nós. Os pensamentos que temos sobre nós mesmos tendem a ser errôneos. Parece engraçado, mas é como se fosse um erro no processamento. Registramos as impressões e opiniões que outras pessoas tiveram sobre nós ao longo da vida. E passamos a acreditar que somos aquela imagem.

Ex: uma criança que se sentiu excluída em sua primeira turma de escola, passou a se sentir deslocada, como um intruso em diversas situações. Mais tarde, quando adulta, iniciou uma faculdade tendo os mesmos pensamentos, sentia-se muito mal nas aulas, mesmo que as pessoas do grupo fossem totalmente receptivas.

Com o passar dos anos, nosso cérebro desenvolve expectativas baseadas nas expreriências pessoais, em especial as negativas. É como se ele prevê-se os acontecimentos, antes mesmo de acontecerem. Quando ocorre uma situação parecida com um registro de memória, o cérebro aplica os pré-conceitos a nova vivência. E muitas vezes, prejulga erroneamente os resultados, causando dor e sofrimento antecipado. Ou pior, provocando comportamentos prejudiciais, como fugir da situação.

Nessa parte, é importante compreender que não existe certo ou errado. Apenas opções mais saudáveis de processar e usar os pensamentos a favor do indivíduo, direcionando-os para a superação e solução de problemas.

Quando se é jovem, não existe controle sobre a qualidade das relações familiares, colegas e afins. Na infância, a criança não tem a capacidade de se defender sozinha. Entretanto, na fase adulta, existe o controle, permanecer ou não nas relações é uma escolha, assim como a melhor forma de lidar com elas. Nessa fase, existem recursos internos disponíveis para superar as faltas e necessidades naturais da psique.

A Terapia Cognitivo Comportamental e dos Esquemas ajuda na elaboração das vivencias passadas, de modo a desenvolver novas habilidades para lidar com situações cotidianas. O tratamento objetiva modificar os pensamentos distorcidos que impedem a realização das metas. Além de, gradualmente, gerar autonomia, ao treinar o paciente para ser seu próprio terapeuta.

 

Psicóloga Natália Arnold

CRP 07/26539