A Terapia Cognitivo Comportamental, também conhecida como “TCC” é baseada no estudo da forma como o paciente percebe e processa suas experiências. E de que modo essas experiências influenciam seus sentimentos, pensamentos e comportamentos.
É uma terapia estruturada e diretiva, com um planejamento terapêutico e metas definidas pelo próprio paciente. Visa uma mudança no estilo de vida, através do mapeamento da cognição (emoção, pensamento, comportamento), reconhecendo padrões que estão impedindo o crescimento pessoal.
Ou seja, é uma terapia focada na resolução de problemas, através da compreensão do funcionamento do paciente, visando desenvolver soluções assertivas para cada dificuldade apresentada.
COMO FUNCIONA?
Os sentimentos não são determinados pelos acontecimentos, mas sim, pelo modo como são interpretados pela pessoa. Este modo, tem relação com o registro de experiências passadas, influencia da cultura e com o modelo de criação. Isso explica os diversos tipos de reações frente a uma mesma situação. Algumas pessoas reagem agressivamente, outras entram em choque e outras fogem.
Logo, um pensamento distorcido sobre um acontecimento, também influencia emoção e comportamento. Por exemplo: uma entrevista de emprego mal sucedida, pode trazer a tona sentimentos de rejeição e inadequação, fazendo com que a pessoa desista definitivamente de buscar seus sonhos. Entretanto, outras pessoas lidam com essa frustração como se fosse apenas uma das muitas oportunidades que estão por vir.

São apenas modos diferentes de entender e processar o mundo, apesar de um trazer mais prejuízos que o outro. Muitas vezes, esses modos são construídos pela nossa psique para nos protejer de possíveis danos e sensações desagradáveis. Ou então, possuíam uma função específica na infância, mas atualmente estão nos causando dificuldades.
QUANDO PROCURAR AJUDA PROFISSIONAL?
Para diferenciar um modo disfuncional/não saudável de um funcional/saudável, basta observar a sua reação frente a uma situação. Quando se é tomado por fortes emoções, choro excessivo, descontrole físico, agressividade, incapacidade de reconhecer sentimentos, inadequação, desmotivação, etc. Estes podem ser indicativos de que experiências passadas (e atuais) não foram elaboradas corretamente. Ainda causando danos pro indivíduo e nas suas relações, oscilações do humor e reações desproporcionais.
Além disso, é ainda mais preocupante quando se deixa de frequentar eventos sociais, apresenta faltas frequentes no trabalho e escola, se afasta de amigos e familiares. Está na hora de procurar ajuda especializada com urgência.
O papel do terapeuta é auxiliar na identificação dos padrões disfuncionais, ajudar a elaborar as experiências e a desenvolver de novas habilidades para lidar com as dificuldades. E dessa forma, fortalecer o paciente para as adversidades que a vida cotidiana impõem. Com objetivo de psicoeducar e desenvolver autonomia, assim, tornando o paciente seu próprio terapeuta.
