J. Young desenvolveu um novo tipo de terapia, um aprofundamento da Terapia Cognitiva Comportamental, denominada Terapia do Esquema. Onde descreve a existência de 18 esquemas de funcionamento pessoal, cada um contendo mais 3 ou 4 variações. As pessoas possuem níveis diferentes de identificação com cada esquemas, sendo alguns mais ativos e outros menos ativos.
Exemplo de esquemas: Abandono, fracasso, desconfiança, busca de reconhecimento, falta de auto-controle, pessimismo, crítica exagerada, etc.
Os esquemas são formados por memórias, emoções, sensações corporais e pensamentos. Ele se desenvolvem como resultado de experiências disfuncionais repetitivas com outras pessoas, como pais, irmãos, familiares, colegas e amigos. O esquema ganha forma conforme a criança busca compreender suas experiências boas e ruins, buscando evitar o sofrimento. Os esquemas são, portanto, tentativas da criança de lidar da melhor maneira possível (nem sempre as mais assertivas) com as dificuldades do seu presente.
Por exemplo, uma criança que não recebe atenção, afeto e cuidados dos pais pode desenvolver um esquema de privação emocional e quando adulta manter crenças de que não está sendo cuidada, amada e compreendida o suficiente por ninguém. Tem uma constante sensação de solidão, gerando muita dependência e cobrança em relação aos outros, a ponto de os afastarem de seu convívio. Ou até mesmo, evitando completamente relações pessoais, pois sente que não poderá ser suprida. Infelizmente, nenhum desses comportamentos traz o resultado que a pessoa gostaria, causando ainda mais dor a psique adoecida.

COMO FUNCIONA?
Os esquemas se tornam disfuncionais porque os comportamentos são mantidos e repetidos por toda a vida, até mesmo em situações em que não são mais necessários. Eles se apresentam como reações e comportamentos automáticos, pois esse é o único modelo de comportamento aprendido pelo indivíduo. São inconscientes e podem estar gerando prejuízo ou sofrimento no momento presente.
O famoso “dedo podre” ou “falta de sorte” nos relacionamentos amorosos normalmente tem relação com esquemas e crenças disfuncionais que perpetuam sempre os mesmos acontecimentos, de forma inconsciente. São padrões arraigados que precisam ser mapeados e compreendidos para que então haja a mudança e se obtenha os resultados desejados. Assim, se faz o resgate e cura das feridas da criança interior, para desenvolver um adulto saudável, funcional e assertivo. Para então, poder construir o relacionamento que sempre sonhou em conquistar.
Para isso, é feita uma uma avaliação dos Esquemas Iniciais Desadaptativos, utilizando questionários e outras ferramentas para a identificação dos esquemas e modos de funcionamento pessoais. A partir disso, se faz o planejamento terapêutico e a escolha das técnicas para modificá-los. O objetivo da terapia é a mudança dos padrões disfuncionais e seus comportamentos danosos, através da diminuição da ativação dos esquemas. Assim, promover novas formas de ver o mundo, mudar de crenças e criar novos modelos de comportamento.
Quer saber mais? Guia para compreender os Esquemas
